a morte,
essa entidade que não existe
é uma prostituta sem cabaré
vagueando pelos medos
que habitam os corações
que deixaram de bater
o amor,
essa entidade que não existe
é um proxeneta sem puta
vagueando pelas valentias
que habitam os corações
que nunca souberam parar de bater.
(c) Carlos Clara Gomes
in "O Rochedo Mas uma Janela"
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